JONATHAN RICHARDSON, O VELHO (1667-1745), Retrato de Horace Walpole (1735), Casa-Museu Medeiros e Almeida, Lisboa. Horace Walpole foi o fundador do género "romance gótico" com a sua obra The Castle of Otranto, publicada em 1764. Segundo diz Maria Leonor Machado de Sousa no E-Dicionário de Termos Literários, o termo «tem a ver com o cenário, um castelo ou outro edifício imponente que pudesse considerar-se medieval, de que "gótico" era sinónimo no século XVIII.» Por outro lado, era característica do género uma construção romanesca complicada, «com elementos como masmorras, portas falsas, (...) torres de aspecto ameaçador, onde se desenrolavam histórias violentas de sequestros, torturas, vinganças, como se imaginava que podiam ter acontecido na época bárbara que a Idade Média era considerada.»
sexta-feira, fevereiro 08, 2019
quarta-feira, fevereiro 06, 2019
terça-feira, fevereiro 05, 2019
O ELOGIO DO FLIRT
MARC CHAGALL, Sobre a cidade (1918), óleo sobre tela, Galeria Tretyakov, Moscovo
Se há passagem das Viagens que sempre amei é essa do
Capítulo XLIV, a carta de Carlos a Joaninha datada de Évora-Monte, Maio de 1834.
Ela supera em muito outras conhecidas passagens da obra, entre elas a que se
tornou insuportável por tão usada que tem sido em jornais, blogues e demais
lugares da Internet, quando não na boca de pregoeiros da justiça universal que
nem sequer promovem a justiça naquilo a que podem chegar, e que se traduz pela
interrogação: «Eu pergunto aos economistas (...) se já calcularam o número
de indivíduos que é preciso condenar à miséria (...) para produzir um rico?»
Não chega à beleza da
que se segue, quando Carlos explica à Menina dos Rouxinóis o seu relacionamento
com as mulheres inglesas: «O tom perfeito da sociedade inglesa inventou uma
palavra que não há nem pode haver noutras línguas enquanto a civilização não as
apurar. To flirt é um verbo inocente
que se conjuga ali entre os dois sexos, e não significa namorar — palavra
grossa e absurda que eu detesto – não
significa “fazer a corte”; é mais do que estar amável, é menos do que
galantear, não obriga a nada, não tem consequências, começa-se, acaba-se,
interrompe-se, adia-se, continua-se ou descontinua-se à vontade e sem
comprometimento.»
É o elogio do flirt, descontando os perigos que ele encerra. Lembro-me sempre da beleza do flirt quando vejo os apaixonados
voadores de Marc Chagall. Tanta leveza e seguro desprendimento nada tem a ver com
a palavra namorar, grossa e absurda na poética e arriscada concepção de Carlos.
sábado, fevereiro 02, 2019
BF18
Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira / Celeiro da Patriarcal / 26 de Janeiro a 10 de
Março de 2019
LEONOR FONSECA - [Mat.26, 17-29] À tarde estava ele sentado à mesa com os doze discípulos.
sexta-feira, fevereiro 01, 2019
quinta-feira, janeiro 31, 2019
DOIS ROMANCES
Em Germinal, durante a greve dos mineiros,
e em As Vinhas da Ira, quando na mira
dos lucros acrescidos da mecanização se dá a expulsão dos rendeiros das suas
terras, as decisões transmitidas pelos agentes dos proprietários são sempre feitas
em nome da companhia, entidade
distante, invisível e incorpórea na qual, como diz uma personagem de Steinbeck,
não há a possibilidade de se dar um tiro. Esta ideia do capital anónimo – um
monstro de muitos braços cuja cabeça não é conhecida – está presente em várias
passagens dos primeiros capítulos de As
Vinhas da Ira. Veja-se a fala de um dos rendeiros obrigado a sair da terra
que era trabalhada pela sua família há duas gerações: « – O tipo que veio
falava com a doçura de um pastel de nata. “Vocês têm de sair. A culpa não é
minha”. “Então”, disse eu, “de quem é a culpa, que eu vou dar cabo do sujeito?”
“É da Companhia Shawnee de Terras e de Gado. Eu apenas recebi ordens.” “Quem é
a Companhia Shawnee de Terras e de Gado?” “Não é ninguém. É uma companhia.”» E
no romance de Zola há algo de semelhante quando a comissão de greve vai
dialogar com o director da mina, Philippe Hennebeau, dizendo-se este um mero
servidor da companhia que lhe paga o salário, não dispondo de poder para satisfazer
as exigências dos mineiros. Entre um e outro romance decorrem cinquenta e cinco
anos, a emergência de uma guerra mundial e a primeira grande crise do
capitalismo moderno. Os principais traços das relações entre patrões e trabalhadores
mantêm-se porém inalterados.
sábado, janeiro 19, 2019
sexta-feira, janeiro 18, 2019
LIVRO DE AUTOR e LIVRO DE MERCADO
I
«(...) hoje, século XXI, reflexo de uma sociedade anémica, apática e individualista, pragmática e tecnocrática, a militância literária desapareceu. As tertúlias semanais e os grupos literários unidos por uma ideia estética central desapareceu.»
II
«A entrada do livro nos hipermercados e a instalação da FNAC em Portugal, fenómenos da década de 90, operaram uma verdadeira democratização do livro, de timbre positivo, acompanhado de uma desintelectualização do mesmo, factual, acontecida com o determinismo de uma realidade histórica, nem positiva nem negativa, distinguindo de um modo definitivo livro de autor de livro de mercado.»
III
(...) em janeiro de 2009, efetuando o balanço literário do ano anterior para o Jornal de Letras, tivemos oportunidade de escrever que, dos cerca de 50 romances publicados entre setembro e dezembro, 40 seriam para ler uns capítulos, rasgar e deitar fora e 10 para ler e guardar na estante.
IV
«(...) o romance de mercado destina-se a ser usado (a expressão é esta: "usado", não usufruído) pelo leitor como cócegas para a alma, extraindo dele, sobretudo, não uma função estética (primeiro, último e eminente objectivo do romance como arte), mas uma função consolatória, identificando os retratos das personagens com os dos seus vizinhos, os antigos colegas da escola, os colegas de escritório, de armazém, de fábrica, contabilizando o bem e o mal que a vida lhes trouxe com a sua pessoal quantidade de bem ou mal social que individualmente ganhou ou perdeu.»
V
«Provindas de três diferentes gerações, Rita Ferro, Rosa Lobato Faria e Margarida Rebelo Pinto despontaram na literatura dispensando todas as putativas convenções de uma história de 200 anos , publicando como obra feita o que tradicionalmente se designaria por texto bruto, gramaticalmente correcto, mas em estado de imperfeição estética.»
VI
«Nos textos destas três autoras habita o atual desespero íntimo português que nasce da ambição e do desejo de se ter e de se ser mais do que se tem ou se é e da suspeita de que, por mais que se tente, nunca se será reconhecido pelos outros como imaginamos que devíamos ser, isto é, os seus romances retratam em perfeição a plena ambiguidade da imagem de Portugal face à Europa rica como "bom aluno", aplicado, mas pobre, que, para passar por rico, precisa de esconder o algodão e ostentar a camisa de seda.»
--- MIGUEL REAL, O Romance Português Contemporâneo 1950-2010, Editorial Caminho, 2012.
quinta-feira, janeiro 17, 2019
quarta-feira, janeiro 16, 2019
432-202
Sempre que
vejo imagens do parlamento britânico, admiro aqueles bancos corridos, com
estofos de um verde esmeralda, onde se sentam com abnegação os rígidos lawmakers da mais velha democracia do
mundo. Não há computadores nem telefones, não há mesas (salvo as que estão ao
centro da sala), e as notas tomam-nas os parlamentares sobre os joelhos em
simples blocos ou folhas soltas. Computadores, telefones e mesas para escrever
são luxos de parlamentos como o português onde, extraordinariamente, os
deputados não são info-excluídos e sabem proteger a boca com a mão quando comunicam
por telefone os seus estados de alma. Em Westminster, a navegação na Internet, as
folhas excel e os demais programas e programinhas ficam para os amanuenses de
serviço; os parlamentares entregam-se à arte nobre da oratória e, imagino,
marcam as presenças manualmente, assinando em livro de ponto, sem necessitarem
de passwords que acabam sempre por ser conhecidas, potenciando sortilégios de ubiquidade
e outros fenómenos raros.
Gostei do score e fico à espera dos próximos capítulos.
E que dizer de John Bercow, o espectacular speaker?
domingo, janeiro 13, 2019
sexta-feira, janeiro 11, 2019
DA UTILIDADE DA POESIA E DA OBRA DE ARTE EM GERAL
RUY BELO (1933-1978), desenho obtido no sítio Correio do Porto
Ruy Belo, no
“Breve Programa para Uma Iniciação ao Canto” que antecede Transporte no Tempo (1973), diz isto: «Ao escrever, e
independentemente do valor do que escrevo, tenho às vezes a vaga consciência de
que contribuo, embora modestamente, para o aperfeiçoamento desta terra onde um
dia nasci para nela morrer um dia para sempre.» Uma vaga consciência, diz o poeta, o que só poderá ser entendido como
uma manifestação de humildade. Lemos num dos poemas de Transporte no Tempo: «Odeio este tempo detergente / um tempo
português que até utilizou / os
primeiros acordes da quinta sinfonia de beethoven / como indicativo da voz do
ocidente». Alguns dos poetas que defenderam “a arte pela arte”, fizeram-no pela
pureza e autonomia dessa mesma arte, não duvidando do poder, que lhe é
inerente, de transformar os homens e as sociedades. A arte pode e deve falar de
tudo, só não é admissível que seja instrumentalizada ao serviço de políticas,
religiões e credos em geral. «A arte é, não serve», disse o presencista Adolfo
Casais-Monteiro, não andando longe de Mário Dionísio quando proferiu, em 1958,
na conferência Conflito e Unidade da Arte
Contemporânea, as seguintes palavras: «A grande lição é esta: não se pode resolver criar uma nova arte. Nem
planificar um sonho sem o caricaturar. Querer racionalizar a criação artística
é impedi-la. É querer ordenar o inordenável, prever o imprevisível, fazer florir
por métodos exteriores, planificações, artifícios, o que só vive de imprevisto,
de surpresa, de inviolável liberdade.» E aqui está até onde nos leva Ruy Belo.
Dêmos-lhes então a palavra quando, no mesmo texto, fala do poeta: «Falo do
homem que, ombro a ombro com os oprimidos, empunhando a palavra como uma enxada
ou uma arma, encontrou ou pelo menos procurou na linguagem um contorno para o
silêncio que há no vento, no mar, nos campos.»
quarta-feira, janeiro 09, 2019
quarta-feira, dezembro 19, 2018
LEITURAS DE NATAL
Quando por estes dias vos sentardes à mesa para o sempre desejado ágape, bebendo do bom e do melhor, lembrai-vos, amigos meus, destas palavras do poeta: « Como são grandes os espectáculos do vinho, iluminados pelo sol interior! Como é verdadeira e escaldante a segunda juventude que o homem dele extrai! Mas como são também temíveis as suas volúpias fulminantes e os seus enervantes encantamentos. (...) O vinho assemelha-se ao homem: nunca se saberá até que ponto se pode estimá-lo e desprezá-lo, amá-lo e odiá-lo, nem de quantas acções sublimes ou proezas monstruosas é capaz. Não sejamos portanto mais cruéis com ele do que somos connosco, e tratêmo-lo como igual.» Palavras que dificilmente serão compreendidas por quem não bebe vinho. Tenho 3 ou 4 amigos nessa deplorável condição. Que o Natal lhes sorria com água mineral ou refresco CocaCola (este, diz-se, até está associado ao barbudo da Lapónia). Para além do mais,
«Aujourd´hui l´espace est splendide!
Sans mors, sans éperons, sans bride,
Partons à cheval sur le vin
Pour un ciel féerique et divin!»
(CHARLES BAUDELAIRE, Les Fleurs du Mal, CVIII "Le vin des amants")
domingo, dezembro 09, 2018
domingo, dezembro 02, 2018
sexta-feira, novembro 30, 2018
quarta-feira, novembro 28, 2018
TOPÓNIMOS
Rua Luz Soriano, em Lisboa, Hospital de São Luís dos Franceses. Aqui, em 30 de Novembro de 1935 (quase há oitenta e três anos), faleceu Fernando Pessoa.
segunda-feira, novembro 26, 2018
domingo, novembro 25, 2018
GILETS JAUNES
Eugène Delacroix, A Liberdade Guiando o Povo
Ao ler as
notícias sobre as barricadas dos “coletes amarelos” em Paris, lembrei-me de
1848, a deposição de Luís Filipe (le roi-bourgeois) e o nascimento da Segunda República
de Luís Napoleão, depois traída pelo próprio (Napoleão III) à semelhança do que
fizera o seu ilustre tio no 18 de Brumário do ano VIII. Corrigindo Hegel, Marx escreveria:
«Todos os acontecimentos e personagens históricos ocorrem, por assim dizer,
duas vezes: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.» Lembrei-me
ainda da reforma urbanística de Paris, levada a cabo pelo barão de Haussmann
durante o Segundo Império. Uma das razões para tal reforma seria acabar com o
dédalo das ruas da cidade, estreitas e tortuosas, onde facilmente os revoltosos
levantavam barricadas e afrontavam as forças da ordem. O movimento dos “coletes amarelos” parece desmentir a eficiência do projecto (Maio de 68 já o desmentira), embora os meios, hoje em dia, sejam outros:
tanto do lado dos revoltosos, como do das polícias.
sábado, novembro 24, 2018
sexta-feira, novembro 23, 2018
A ENCICLOPÉDIA OU O TRIUNFO DA RAZÃO
«Solícito com os seus dois comensais, Vega de Sella, o director da Real Academia Espanhola, faz ele próprio as honras: uma chávena cheia e um cálice de marrasquino ao bibliotecário, don Hermógenes Molina, e um dedo de moscatel ao almirante Zárate, cuja austeridade - mal tinha provado o borrego verde e o vinho de Medina del Campo - é notória entre os membros da Douta Casa.» -- Arturo Pérez-Reverte, Homens Bons --, romance que narra a perigosa viagem a Paris de dois académicos (no último terço do século XVIII) para adquirirem e trazerem para a biblioteca da Real Academia os vinte e oito volumes da Encyclopédie. Uma história que promete.
segunda-feira, novembro 19, 2018
DIARÍSTICA
III
Compreendo que se deserte de uma causa para saber o que se sentirá servindo outra.
Seria talvez agradável ser alternadamente vítima e carrasco.
V
Relativamente à Legião de Honra: Se um homem tem mérito, para que serve condecorá-lo? Se o não tem, pode-se condecorá-lo, porque (isso) lhe dará um lustre.
LXII
Aviso aos não-comunistas:
Tudo é comum, até Deus.
LXXVI
Quando Jesus Cristo, diz: «Felizes aqueles que têm fome, porque serão saciados», Jesus faz um cálculo de probabilidades.
LXXXIV
Todos os imbecis da burguesia que pronunciam incessantemente as palavras imoral, imoralidade, moralidade na arte e outros disparates fazem-me pensar em Louise Villedieu, puta de cinco francos, que, acompanhando-me uma vez ao Louvre, onde ela nunca fora, se pôs a corar, a esconder a cara, e, puxando-me a todos os instantes pela manga, perguntava-me em frente das estátuas e dos quadros imortais como se podia exibir publicamente semelhantes indecências.
CHARLES BAUDELAIRE, O meu coração a nu.
sábado, novembro 17, 2018
sexta-feira, novembro 16, 2018
«M´espanto às vezes, outras m´avergonho»
Lido ou ouvido por estes dias -
1. Ex-dirigente desportivo, entretanto acusado de 98 crimes, depois de sair do tribunal onde foi interrogado: «Estes dias de detenção tornaram-me uma pessoa diferente. Não sei se para melhor, se para pior.»
2. Presidenta da Fundação Saramago: «Sou uma feminista radical.»
3. Um autodenominado grupo de Intervenção e Resgate Animal (IRA, retumbante sigla) pretende agir por meios violentos contra quem inflija maus-tratos a cães, bichanos e outras espécies saídas da Arca de Noé.
4. Comentador do programa 360º da RTP3: «Olho para uma tourada e vejo um crime... e uma obra de arte.»
5. PCP e CDS: «IVA da cultura deve baixar para todos, touradas incluídas.»
6. Incêndios na Califórnia: 59 mortos e mais de 300 desaparecidos. Terá sido pedida a demissão do governo?
quinta-feira, novembro 15, 2018
PINACOTECA
GERARDO MURILLO, dito Dr. Atl (México, 1875-1964), Erupção do Paricutín. Lê-se no romance O Pintor de Batalhas, de Arturo Pérez-Reverte: « Até esse momento [Faulques, o protagonista], nunca ouvira falar do doutor Atl. Não sabia nada dele, nem da sua obsessão pelos vulcões, nem das suas paisagens de gelo e fogo, nem do seu verdadeiro nome - Gerardo Murillo -, nem de Carmen Mondragón, aliás Nahui Ollin, a mulher mais bonita do México, que foi sua amante até o deixar por um capitão da marinha mercante com nome e aspecto de tenor italiano, chamado Eugenio Agacino.»
quarta-feira, novembro 14, 2018
É UM FOGO QUE ARDE SEM SE VER, É FERIDA QUE DÓI E NÃO SE SENTE, ETC.
MUSEU BERARDO, EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA. Segundo o título do livro de Charles Bukowski, citado no folheto da exposição, «o amor é um cão vindo do inferno». Que não seja, ao menos, o tricéfalo Cérbero que guarda as portas do reino de Hades. Vi com algum agrado. Dois quadros de Paula Rego, um de Francis Bacon, outras obras interessantes. A selecção de artistas é internacional, aberta a diferentes culturas, porque, diz-se no folheto, «o sentimento do amor é universal.» À entrada, não falta o aviso sobre as tais "cenas explícitas". Acho que não havia necessidade.
=Fotos de 13-11-2018=
segunda-feira, novembro 12, 2018
EXPOSIÇÕES DE ARTE
Cupido,
filho de Vénus e Marte, especialista em ferir de amor os incautos passantes da
vida, ele mesmo ferido, não se sabe como nem porquê, nesta escultura de
JEAN-BAPTISTE CARPEAUX (1827-1875) em
exposição na Calouste Gulbenkian – “Pose
e variações. Escultura em Paris no tempo de Rodin.” O sítio da Fundação
explica a génese da obra, L´amour blessé: «No
Verão de 1873, Carpeaux passou umas semanas de férias com sua mulher e seu
filho Charles em casa de Alexandre Dumas (Filho) em Puys, perto de Dieppe. A
ideia para esta obra surgiu-lhe quando a criança, após ter feito um ferimento
no braço, lhe sorriu através das lágrimas. Passada ao mármore e exposta no
Salon do ano seguinte (1874), a obra foi bem acolhida pelo público e pela
crítica, uma vez que tinha os ingredientes trágicos necessários para agradar ao
gosto burguês e um talento de execução notável, que justificou a execução de
mais duas réplicas em mármore, ainda em vida do artista.» Esta peça, no
entanto, corresponde à execução em gesso.
=Visita e foto de 11-11-2018=
domingo, novembro 11, 2018
"A STAR IS BORN" (2018)
Remake de uma história antiga - filmes de 1937 e 1976 -, este de 2018 tem como intérpretes principais BRADLEY COOPER (também realizador) e LADY GAGA. Visto hoje, com agrado, no cinema Monumental.
quinta-feira, novembro 08, 2018
quarta-feira, novembro 07, 2018
segunda-feira, novembro 05, 2018
RELENDO MONTAIGNE
Fotos tiradas em Toulouse em Abril deste ano e capa da antologia dos Ensaios da Relógio d' Água. O humanista ANTÓNIO GOUVEIA (natural de Beja), irmão de ANDRÉ GOUVEIA, leccionou no Colégio de Guyenne (Bordéus) onde o irmão era Principal e veio a passar por Toulouse talvez para aprofundar a sua formação em Estudos Jurídicos, talvez por a sua simpatia pela Reforma Protestante não ser bem vista naquela cidade. Deve ter sido mestre de Montaigne no Colégio de Guyenne, frequentado pelo autor dos Ensaios entre 1539 e 1546. Ou então mesmo em Toulouse, durante o curto período que ali residiu, cidade onde Montaigne terá feito estudos de Direito. Isto o que sumariamente apurei de algumas pesquisas feitas.
domingo, novembro 04, 2018
sábado, novembro 03, 2018
TeSoUrOs LITERÁRIOS
Comprado pelo meu pai em fascículos e depois cuidadosamente encadernado em 3 volumes. Confesso que não li, mas, pelos meus 14 ou 15 anos, outros li que havia lá por casa, e até de maior número de volumes. Referido por Saramago em As Pequenas Memórias: « (...) A Toutinegra do Moinho e cujo autor, se a minha memória ainda esta vez acerta, era Émile Richebourg, de cujo nome as histórias da literatura francesa, mesmo as mais minuciosas, não creio que façam grande caso, se é que algum fizeram, mas habilíssima pessoa na arte de explorar pela palavra os corações sensíveis e os sentimentalismos mais arrebatados. A dona desta jóia literária absoluta, por todos os indícios também resultante de prévia publicação em fascículos, era a Conceição Barata, que o guardava como um tesouro numa gaveta da cómoda, embrulhado em papel de seda, com cheiro a naftalina. Este romance iria tornar-se na minha primeira grande experiência de leitor.»
sexta-feira, novembro 02, 2018
INSTANTÂNEOS
Rodagem do filme "FÁTIMA" em Tomar. A principal praça da cidade convertida em simulação de um local de Ourém, anno Domini de 1917. Ele há coisas...
=Fotos de 30-10-2018=segunda-feira, outubro 29, 2018
domingo, outubro 28, 2018
PINACOTECA
Pintura de HENRI FÉLIX EMMANUEL PHILIPOTEAUX (1815-1884).
Alphonse de Lamartine, o das Meditações Poéticas, ministro dos Assuntos Interiores do Governo Provisório de 24 de Fevereiro de 1848, rejeitando a bandeira vermelha dos revolucionários junto do Hôtel de Ville da cidade de Paris. A burguesia aos ombros da classe operária e do povo, pois então. Depois viria a II República e a vitória eleitoral, esmagadora, de Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho do dito. E o golpe de 2 de Dezembro de 1851: o presidente da república guindado a imperador. Marx escreveria em O 18 do Brumário de Louis Bonaparte: « Hegel fez notar algures que todos os grandes acontecimentos e personagens históricos ocorrem, por assim dizer, duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, as segunda como farsa.»
sábado, outubro 27, 2018
quarta-feira, outubro 24, 2018
BORGES: NADA O MUY POCO SÉ DE MIS MAYORES PORTUGUESES
Se é verdade
o que nos é contado em “O Aleph”, então o monumento a JORGE LUIS BORGES,
levantado há alguns anos no Jardim do Arco do Cego, em Lisboa, estará contido,
por razão acrescida, naquele ponto da casa da calle Garay de Buenos Aires de onde
se avistam todos os infinitos locais do universo sem transparência nem
sobreposição.
Isto é, se a casa da calle Garay ainda existir.
= Fotos de
22-10-2018 =
Subscrever:
Mensagens (Atom)












































