quarta-feira, novembro 23, 2016

KANDINSKY e a música de SCHÖNBERG


«O som musical tem um acesso directo à alma. E nela encontra a sua ressonância, porque o homem possui "a música em si mesmo".» -- W. KANDINSKY, Do Espiritual na Arte, capítulo VI.

quarta-feira, novembro 16, 2016

«FRAUTA MINHA, QUE TANGENDO» (1)

FRANZ MARC, As formas combatentes, 1914
Diz-se um nome como que a  procurar esquecê-lo. Que palavras? Que vozes? A vontade de não achar, a sensação da indescritível ausência. A poesia não se nutre de cravos, nem de sóis, apenas de uma água de desejo que não se chega a beber.

sexta-feira, novembro 11, 2016

ÍCARO AGRILHOADO

Na boca do rio, os dias riscados de grades numa febre
de asas, os braços do dragoeiro levantados ao céu,
o rumorejo lento de águas e limos. Nuvens roxas
sobre o Labirinto amuralhado, vertigem de Ícaro,
catábase. Ouvias na noite a música do mar e dos campos,
a clara liberdade do vento de uma manhã por chegar.
Pássaro ferido sobre as rochas da praia,
que destino singrou, como barco, no teu corpo amável!
Levou-te a patrulha da denúncia ignóbil entre a floresta
de punhais e gládios. As boas mulheres choraram, vestidas
de negro como viúvas, e traziam pela mão as crias
pequenas, mudas e sentidas, de olhos abertos
como que para um livro onde o amanhã se escreve
e os homens aprendem a ler para lá dos signos.
 

segunda-feira, outubro 24, 2016

MUSEU MUNICIPAL DE TOMAR - Núcleo de Arte Contemporânea, doação de José-Augusto França


O Núcleo compreende um conjunto de pinturas, esculturas, desenhos e fotografias que assinalam o Modernismo, o Surrealismo, o Abstraccionismo e a eclosão da Nova-Figuração.
Representados, entre muitos outros: Júlio, António Pedro, António Dacosta, João Cutileiro, Lourdes Castro, José Escada, René Bértholo, Marcelino Vespeira, Júlio Pomar e João Cutileiro.
Nas fotos: Óleo 62 (1950), de Marcelino Vespeira, e Retrato de Mulher (c. 1947), de António Dacosta.
 

quinta-feira, maio 12, 2016

FERREIRA DE CASTRO sobre JORGE AMADO

«Sem deixar de ser um romancista poderoso, ele envolve as suas obras num clima poético. Um denso lirismo paira sobre os problemas do nosso tempo, que ele debate nos seus romances. O povo brasileiro surge ali com as suas inquietações, os seus dramas, os seus costumes, as suas superstições e essa quente poesia dos trópicos, onde a própria lua, sobretudo a própria lua, parece ter febre.» --- nº especial da Vértice - Nov. de 1951 / Jan. de 1952 - comemorativo do X aniversário e do nº 100 da revista.
 

domingo, abril 24, 2016

REGRESSO A XANADU

Ainda voltarei a escrever sobre Mandrake. Esta revista que me foi oferecida deu-me uma ideia: "MANDRAKE E O CASO DO HOMEM PARA QUEM O AMOR ERA COMO UMA DROGA". Um título um bocado longo, admito. Pensarei nisso depois. Entretanto, ando com escritas de rios caudalosos.  

quarta-feira, março 23, 2016

NESTE TEMPO

PAUL GAUGUIN (1848-1903). 1. Cristo Amarelo, 1889, Albright-Knox Art Gallery; 2. Retrato do Artista com Cristo Amarelo, 1889, Musée d' Orsay.