quinta-feira, maio 12, 2016

FERREIRA DE CASTRO sobre JORGE AMADO

«Sem deixar de ser um romancista poderoso, ele envolve as suas obras num clima poético. Um denso lirismo paira sobre os problemas do nosso tempo, que ele debate nos seus romances. O povo brasileiro surge ali com as suas inquietações, os seus dramas, os seus costumes, as suas superstições e essa quente poesia dos trópicos, onde a própria lua, sobretudo a própria lua, parece ter febre.» --- nº especial da Vértice - Nov. de 1951 / Jan. de 1952 - comemorativo do X aniversário e do nº 100 da revista.
 

domingo, abril 24, 2016

REGRESSO A XANADU

Ainda voltarei a escrever sobre Mandrake. Esta revista que me foi oferecida deu-me uma ideia: "MANDRAKE E O CASO DO HOMEM PARA QUEM O AMOR ERA COMO UMA DROGA". Um título um bocado longo, admito. Pensarei nisso depois. Entretanto, ando com escritas de rios caudalosos.  

quarta-feira, março 23, 2016

NESTE TEMPO

PAUL GAUGUIN (1848-1903). 1. Cristo Amarelo, 1889, Albright-Knox Art Gallery; 2. Retrato do Artista com Cristo Amarelo, 1889, Musée d' Orsay.

domingo, março 13, 2016

"DO MAR OUVE-SE A VOZ GRAVE E AFLITIVA" - Antero de Quental - gravado no monumento - Santa Cruz, 1870


Gosto muito da praia de Santa Cruz. No Verão, por vezes, nem dá para reparar em certas  coisas. Como estes monumentos a Antero Quental, João de Barros e Kazuo Dan, poeta japonês do pós-guerra – todos frequentadores daquelas águas e daqueles ares atlânticos.

quinta-feira, março 03, 2016

CANTIGA

S´obedecera à razão,
e resistira à vontade,
eu vivera em liberdade,
e não tivera paixão.

Mas quando já quis olhar
s´em algum erro caíra,
achei ser tudo mentira,
s´a isto chamar errar.
Que seguir sempre razão,
e não mil vezes vontade,
é negar sensualidade,
cujo é o coração.

DUARTE DE RESENDE
Fólio CXCIX vº.

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

NOS BOSQUES DA FICÇÃO

Agora que és sombra e nuvem nas colinas brancas
da eternidade, vêm-me à memória aqueles passeios
nos bosques da ficção, (...)
25-02-2016

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

A NOSSA FOME DE ILHAS

(...)
sentamo-nos a esta  mesa,  ante a cortina de grades,
desafiando as árvores e a ordem natural das coisas.
Sonhamos então a nossa  fome de ilhas, destinos longínquos
como (...)
22-02-2016