sexta-feira, junho 28, 2019

RÉGIO E A POLÍTICA


Ideias conhecidas, outras menos conhecidas e incomuns. Os tempos do MUD. Das campanhas de Norton de Matos e Humberto Delgado até à CEUD das legislativas de 1969. A última aparição pública de Régio foi a 8 de Outubro numa conferência de imprensa da lista socialista. No dia seguinte, sofreu o acidente cardíaco de que viria a morrer. Um desentendimento com Vergílio Ferreira, em 1961, por causa de ideias sobre o caso de Angola. Para trás, ficara a polémica na Seara Nova com o jovem Álvaro Cunhal, ano de 1939. Salazar e Marcello Caetano. Artigos do jornal A Rabeca, o soneto-sátira «ao prometido aumento de vencimentos em Janeiro de 1959.» Isto e muito mais. Um livro tocando o essencial do pensamento político e da acção política de José Régio. Sempre útil.
(Livros Horizonte, 2ª edição, 2003)

terça-feira, junho 18, 2019

sábado, junho 15, 2019

EXPOSIÇÕES

Exposição INFINITO VÃO - 90 ANOS DE ARQUITECTURA BRASILEIRA, Casa da Arquitectura, Matosinhos. «A exposição está dividida em seis núcleos, cruzando referências culturais diversas, desde o cinema à música, passando pela literatura, imprensa e design.»
= Fotos de 13-6-2019=

terça-feira, junho 11, 2019

LETRAS SEM TRETAS, diz o autor

LIVRO INDISPENSÁVEL para quem escreve e lê, já de anteriores consultas, veio-me agora à mão por via de um generoso desconto da Feira do Livro. Respigo uma passagem sobre os cânones:
«Os velhos cânones, certamente, vêm sendo ridicularizados, antagonizados, verberados a partir do século XVII. A história da literatura empola-se de convulsões, remoques, brigas, contendas devastadoras entre antigos e modernos, entre realistas e simbolistas, entre inovadores e conservadores. Numa poeirada convulsa em atritos de faísca, emergem e soçobram, geração a geração, movimentos, grupos, correntes, manifestos. Os autores não apenas bichanam e dialogam uns com os outros, também se exaltam e abrem zaragata. Não faltam esgrimas, pateadas, chasqueios, encontrões e bengaladas através das eras. Nos últimos tempos, estas fricções andam bastante amortecidas. Um condicionamento pesadíssimo do gosto, da opinião e, até, das maneiras de estar não deixa muito campo às controvérsias literárias. Mau sinal.»

terça-feira, junho 04, 2019

AGUSTINA (15/10/1922 - 3/6/2019)

Plotino citado por Agustina no explicit de Fanny Owen: « Quando o corpo deixa de existir, isso é devido a que a sua alma e as almas que lhes estão próximas não lhe resultam suficientes. Como pode pois continuar a viver? Mas, então, o que aconteceu? Será que a sua vida desapareceu? Digamos simplesmente que esta vida era o reflexo de uma luz. E não se encontra já aqui.»