terça-feira, janeiro 05, 2021
JAMES BOND NA FLORESTA DE SHERWOOD
sexta-feira, janeiro 01, 2021
quinta-feira, dezembro 31, 2020
NO SAPATINHO 4
quarta-feira, dezembro 30, 2020
NO SAPATINHO 3
terça-feira, dezembro 29, 2020
NO SAPATINHO 2
segunda-feira, dezembro 28, 2020
NO SAPATINHO 1
Detenho-me
em Ana Hatherly (1929-2015), poema “Leonorama-Variação
VII”:
descalça ia leonor. ia àfonte leda efria.
ia lesta &ia. afonte corria. leonorapenasia.
pela aragem fria. pela manhãia. sorria. &ia.
leonoria. leonorama leonoria. anaía bela. &ia.
(…)
E em Jorge
Sousa Braga (1957), poema “Strip-tease”:
Quanto mais me dispo
menos nu
me sinto
domingo, dezembro 27, 2020
CAMINHADAS
terça-feira, dezembro 22, 2020
O Natal em TO KILL A MOCKINGBIRD, livro
O Natal na plantação Finch (capítulo
9) foi uma grande seca para Scout, não obstante os bons cozinhados da tia
Alexandra. Por causa de ter falado de Atticus como um «amigalhaço dos pretos»,
o primo Francis foi esmurrado pela menina, tendo esta esfolado os nós dos dedos
contra os dentes do desbocado.
Prendas de Natal para Scout e Jem:
espingardas de pressão de ar, conforme pedido dos interessados.
Mas Atticus avisou a filha (capítulo
10): «Podes matar
todos os gaios-azuis que encontrares, isto se lhes conseguires acertar, mas
lembra-te de que é pecado matar uma cotovia.» Miss Maudie, em diálogo posterior,
corroborou: «O teu pai tem razão. As cotovias não fazem nada a não ser cantar
belas melodias para nós. Não estragam os jardins das pessoas, não fazem ninhos
nos espigueiros, só sabem cantar com todo o sentimento para nós. É por isso que
é pecado matar uma cotovia.»
segunda-feira, dezembro 21, 2020
NATAL NA PLANTAÇÃO FINCH
O primo Francis recebeu pelo Natal aquilo que havia pedido: um par de calções, uma pasta para os livros em couro vermelho, cinco camisas e um laço. Scout e o irmão Jem tiveram umas espingardas de pressão de ar e um estojo de química a sério, não de brincar. Há as suas diferenças...
Com tanto tipo que, neste Natal, aparece na televisão e no twitter com palavreado reaça, apetece-me pedir à Scout que venha aí do Alabama profundo para lhes assentar uns bons pares de murros. Ela sabe como se faz.
sexta-feira, dezembro 11, 2020
EPISTOLÁRIO
terça-feira, dezembro 08, 2020
DURANTE O "PASSEIO HIGIÉNICO"
É tocante a amplitude etária desejada: dos 21 aos 40 anos. Quais anúncios de jornal, quais “sites” de namoro!
São coisas como esta que me fazem acreditar no amor.
segunda-feira, dezembro 07, 2020
domingo, dezembro 06, 2020
KAZUO ISHIGURO
terça-feira, dezembro 01, 2020
EDUARDO LOURENÇO (1923-2020)
Diz Eduardo Lourenço que para se
perceber a «distância fabulosa» entre objectos poéticos revolucionários e outros
que o não são, basta comparar a “Saudação a Walt Withman” ou a “Ode Marítima” de
Álvaro de Campos com o “Cântico Negro” de José Régio. Em apreciação, a oposição
Orpheu / presença, revolução e contra-revolução.
Diga-se porém que “Cântico Negro”, sendo o mais celebrado dos poemas de Régio é
anterior à revista presença e, bem
vistas as coisas, até não era um poema assim tão celebrado pelo seu autor.
Claro que, nestes termos, Eduardo Lourenço não aceita a designação de Segundo Modernismo para a geração presencista. A presença , diz, não é continuação, mas sim, e simultaneamente, reflexão e refracção do Modernismo.
domingo, novembro 29, 2020
LEITURAS
«Niki, o nome que finalmente demos à minha filha mais nova, não é um diminutivo; foi um acordo a que cheguei com o pai dela. Porque, por mais paradoxal que possa parecer, foi ele que quis que ela tivesse um nome japonês, ao passo que eu - talvez por um qualquer desejo egoísta de não ter de recordar o passado - insisti que o nome fosse inglês. Acabámos por concordar que fosse Niki, talvez por acharmos que tinha um vago tom oriental.»
(Tradução do inglês de Maria do Carmo Figueira)
domingo, novembro 22, 2020
quarta-feira, novembro 11, 2020
quinta-feira, novembro 05, 2020
AMÉRICA!
AMERICA
Centre of equal daughters, equal
sons,
All, all alike endear’d, grown,
ungrown, young or old,
Strong, ample, fair, enduring,
capable, rich,
Perennial with the Earth, with
Freedom, Law and Love,
A grand, sane, towering, seated
Mother,
Chair´d in the adamant of Time.
WALT WHITMAN, 1888
segunda-feira, novembro 02, 2020
OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO
«Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, Eu digo-vos: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no fogo, muito mais Ele fará por vós, gente de pouca fé!» – Mateus, 7, 28-30.
Continuo com Erico Veríssimo, Olhai
os Lírios do Campo. Estou agora
no cap. 7, quando Eugénio e Olívia, depois de receberem os diplomas da formatura
em Medicina, se sentam nas escadas do monumento de «homenagem ao patriarca» e aí discorrem sobre o futuro, a amizade e
a sua condição de jovens pobres cuja subida na vida teria de ser feita a pulso.
O monumento – na Praça da Matriz, de Porto Alegre - homenageia o político
Júlio Castilhos (1860-1903), considerado pelos seus conterrâneos o Patriarca do
Rio Grande do Sul.
Li o romance de Erico Veríssimo há mais de 30 anos. Em Outubro de 2012 estive em Porto Alegre e fotografei o monumento, conforme foto que ponho aí em baixo. Estava longe de me lembrar, então, daquela passagem do romance.
domingo, novembro 01, 2020
RELEITURAS
Relendo Erico
Veríssimo (Cruz Alta, 1905 – Porto Alegre, 1975) para me distrair de certas
leituras que faço por obrigação. P. 25 do meu livro:
«Eugénio tira o chapéu, passa a mão pelos cabelos. Tem na mente, numa inquietadora sucessão, as imagens das pessoas que sacrificou à sua carreira, ao seu egoísmo, à sua cega ambição. Fui um louco, um bruto – pensa ele. Considerava apenas o seu futuro, a sua ascensão na vida. A carreira estava em primeiro lugar. Depois, vinham os outros. Os outros… Os que o amaram sem pedir compreensões, os que não exigiram nada e lhe deram tudo. O pai, obscuro, humilde, humilhado, ferido de morte pela vida. A mãe, que sacrificara a sua mocidade ao marido, aos filhos, ao lar. Agora, estavam ambos mortos. Era o irremediável.»
Dois apontamentos sobre o paratexto: 1) O romance é dedicado a Mafalda, a mulher, de nome
completo Mafalda Halfen von Volpe (Pelotas, 1903 – Porto Alegre, 2003) que lhe
deu dois filhos: Clarissa, pois então, e Luís Fernando. 2) A breve nota da
portada com o título “Maurício”, nome que é «símbolo de uma funda amizade» e de «recordação dos sonhos de solidariedade humana», refere-se ao editor
e divulgador literário Mauricio Rosenblatt (Rosário, Argentina, 1906 – Porto Alegre,
1988).

















