
É triste permitirmo-nos perder alguém. É triste ver alguém partir na idade de ouro.
Quando se pagavam os versos a peso de ouro por Augusto César, que sabe Deus se seria, ou não seria, era porque era um só Virgílio o que poetizava; mas hoje que se comutaram a poetas todas as sete pragas do Egipto, quem quereis vós que os farte, quanto mais que os enriqueça? --- D. Francisco Manuel de Melo, "Hospital das Letras".
4 comentários:
Será um desígnio do Humano, nas horas cruciais, depois de haver alegrias,cruzamentos, embates, equívocos, ficarmos frente-a-frente com uma realidade que nos interpela e espera o melhor de nós?
Será um desígnio do Humano, nas horas cruciais, depois de haver alegrias,cruzamentos, embates, equívocos, ficarmos frente-a-frente com uma realidade que nos interpela e espera o melhor de nós?
João, o que sei é que o sofrimento pode ter um efeito positivo sobre nós - tornarmo-nos melhores, subirmos a patamares de cuja existência nunca havíamos suspeitado. A morte de uma pessoa, mesmo que não seja uma pessoa muito próxima, pode lembrar-nos a exacta medida da nossa fragilidade, ou, se quisermos, da nossa imperfeição. A pior das mortes, porém, é a morte dos que continuam vivos - a separação e o afastamento. É por isso que a amizade é importante.
Dizem que morrer, é o desaparecer numa curva da estrada, é o sem regresso. Mas sem regresso evolutivo penso que não há crescimento.
A amizade é esse catalisador que nos faz renascer.
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