
Em ambos os livros (o de Zimler apresenta-se como a transposição literária de um manuscrito da diáspora sefardita), recordamos a intolerância e as exprobações sofridas por uma comunidade laboriosa que apenas aspirava à liberdade de religião e ao respeito pelas suas ancestrais tradições.
Após o massacre de Lisboa de 1506 (a que recentemente se ergueu, junto da Igreja de S. Domingos, um belo memorial) e durante o reinado inquisitorial do Piedoso, milhares de judeus abandonaram o país com prejuízo da economia, da ciência e da cultura portuguesas. Tudo por causa da cristianíssima fé dos reis, do clero fanático e do povo ignaro.
2 comentários:
É verdade, um memorial comovente...
Tenho de ler o Zimler...
É o mínimo que se exigia perante a injustiça histórica.
O livro de Zimler está este mês na Comunidade de Leitores de S. Domingos de Rana.
Estou a ver se consigo ir numa próxima vez à da Casa-Museu Ferreira de Castro.
Grande abraço,
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