Uma das figuras femininas mais interessantes dos filmes de Ingmar
Bergman. Ao lado de outras como Bibi Andersson e Liv Ullmann. Aqui em O Rosto (1958), embora a sua mais
extraordinária aparição seja talvez em Morangos
Silvestres, filme de 1957.
domingo, setembro 03, 2017
quarta-feira, agosto 30, 2017
CINEMA PARAÍSO
Uma variante do mito fundado por Tirso de Molina. Além de D. Juan, comparece Pablo, o criado do sedutor, e ainda o justiceiro Convidado de Pedra. A fabulosa Bibi Andersson no papel principal. Anda tudo à volta de um velho provérbio irlandês: «A castidade de uma jovem é um terçolho no olho do diabo.» Daí o confronto entre as forças de Deus e as de Satanás. Quem ganhou? Talvez as duas. -- O Olho do Diabo, de Ingmar Bergman - Cinema Nimas, ciclo "Um Verão com Ingmar Bergman".
domingo, agosto 27, 2017
PINACOTECA
A ler Adoecer, de Hélia Correia, obra de ficção inspirada na figura de Elizabeth Siddal (1829-1862), modelo, poeta, pintora e musa da Irmandade Pré-Rafaelita. Hoje, no Museu Gulbenkian, calhou fotografar O Espelho de Vénus (1877), de Edward Burne-Jones, artista da fase final do movimento também referido no livro.
domingo, agosto 20, 2017
quinta-feira, agosto 17, 2017
CINEMA PARAÍSO
Não é fácil
falar da emoção, da inquietação, do sobressalto que este filme provoca no
espectador. A América do Norte intensa, do deserto de Mojave, dos motéis e das estações
de serviço perdidas na imensidade das planícies áridas. E há os sentimentos. O
que é uma mãe? O que é um pai? O que somos nós? Um grande marco do cinema,
servido por belos actores e actrizes, um hino à beleza. VISTO E REVISTO
TERÇA-FEIRA, 15 DE AGOSTO, NA SESSÃO ESPECIAL DO CINEMA MONUMENTAL. Até às
tantas.
quarta-feira, agosto 16, 2017
À SOMBRA DA FRONDOSA ÁRVORE
Lendo o poema LXXVIII de Terceira Idade
Assim se fazem as cousas
Com as lousas
às costas sempre andámos e andamos
Só que tarde o sentimos
e então é que surpresos deciframos
mistérios de que antes rimos
MÁRIO DIONÍSIO
terça-feira, agosto 08, 2017
quinta-feira, julho 20, 2017
VIPASCA
Por razões que se prendem com a preparação de uma próxima deslocação a Vipasca, recupero este texto antigo para leitura dos interessados. Alea jacta est.
quarta-feira, julho 19, 2017
POIESIS
Segundo a nota que antecede o poema, JOSÉ GOMES FERREIRA está de férias no Senhor da Serra (Coimbra), hospedado em casa de uma tal Sra. Rosinha. Por debaixo do seu quarto há um porco que "toda a noite grunhe em forma de símbolo".
Eh! vizinho porco,
todo o dia de borco
a foçar na terra onde nasceu!
Ensine ao aldeão
a sua lição
de pensar menos no céu
e mais no chão.
(Na terra, camponês,
também há estrelas
que tu não vês...
Mas hás-de vê-las.)
JOSÉ GOMES FERREIRA, Poeta Militante 2º volume, "Província" (1945), poema XXXVI.
quinta-feira, julho 13, 2017
CITADOR
Belo e vivo é o que fulge e passa. Tudo o que fica é das pedras e da morte.
--- Vergílio Ferreira, Cântico Final, capítulo VII.
sábado, julho 01, 2017
MITO DA CRIAÇÃO
Abri as pernas
para dar luz ao sol.
O calor derretia-se nas minhas costas
e a sua luz
iluminava os meu joelhos.
As articulações, ao rodar,
transformaram-se em música
que se apaziguava com o passar do tempo.
Abri os braços
e dos seios nasceu a lua.
Então a tua língua
ergueu-se para a humanidade inteira.
--- LOURDES ESPÍNOLA, tradução de Albano Martins, As Núpcias Silenciosas.
para dar luz ao sol.
O calor derretia-se nas minhas costas
e a sua luz
iluminava os meu joelhos.
As articulações, ao rodar,
transformaram-se em música
que se apaziguava com o passar do tempo.
Abri os braços
e dos seios nasceu a lua.
Então a tua língua
ergueu-se para a humanidade inteira.
--- LOURDES ESPÍNOLA, tradução de Albano Martins, As Núpcias Silenciosas.
terça-feira, junho 27, 2017
PINACOTECA
CRISTINO DA SILVA, Cinco artistas em Sintra (1855): Francisco A. Metrass, Tomás da Anunciação, Vitor Bastos, Cristino da Silva e José Rodrigues. Os saloios, em trajes de domingo, observam o trabalho do artista. Ao fundo, entre brumas, o Palácio da Pena. ---Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado), Exposição "A Sedução da Modernidade 1850-1910".
segunda-feira, junho 26, 2017
PALÁCIO DOS CONDES DE COCULIM
«(…) a alta pedra de armas dos
Mascarenhas no cunhal de um prédio do Arco de Jesus, onde teria sido uma porta
da cerca moura, (…) o portal neoclássico do palácio dos condes de Coculim, que Mascarenhas
eram, armazéns de ferro, nisso deram as grandezas, (…)» -- JOSÉ SARAMAGO, História do Cerco de Lisboa
----- Depois das vicissitudes por que
passou o vetusto palácio, veja-se a transformação do edifício: hotel de luxo
em vias de abrir, acrescentado e lavado, mantendo o cunhal de armas e o portal neoclássico. [Foto
de 25-6-2017]
domingo, junho 25, 2017
quinta-feira, junho 22, 2017
quarta-feira, junho 21, 2017
CINEMA PARAÍSO
O filme O Baile dos Bombeiros, de Milos Forman, hoje na sessão da noite da Cinemateca Portuguesa. «Uma metáfora de todo o corrupto e incompetente sistema soviético», assim o classificou o realizador depois de ter deixado a Checoslováquia.

Produção Checoslováquia/Itália, 1967.
segunda-feira, junho 19, 2017
domingo, junho 18, 2017
sexta-feira, junho 16, 2017
quinta-feira, junho 15, 2017
quarta-feira, junho 14, 2017
FRAUTA MINHA, QUE TANGENDO (7)
I
Gosto de si, disse
com os olhos
ainda na infância da noite.
Não acreditei, que uma coisa
é o que os olhos dizem
e outra, bem diferente,
o que a pele sente.
II
Numa ponte do Sena,
ou do Arno,
os amantes inscrevem os nomes
em cadeados que prendem às grades
e deitam as chaves
ao rio. Promessas
de amor eterno
sobre as águas mudáveis de Heraclito.
III
Os rios,
água íntima dos lábios,
segundo li em Fiama. Antemanhãs
de insondáveis pélagos.
13-6-2017
segunda-feira, junho 12, 2017
NOITE DE SANTO ANTÓNIO
Um importante milagre do taumaturgo
português vem referido em História do
Cerco de Lisboa – o da mula que se ajoelhou ante a hóstia sagrada,
desmontando as heréticas pretensões dos que negavam a presença de Cristo naquela
partícula do corpo de Nosso Senhor. Em prédio da Rua do Milagre de Santo
António, ao Castelo, há um painel azulejar que assinala o prodígio. Pela minha
parte, não entendendo nada de tão elevados assuntos, limito-me a escrever estes
versos em redondilha maior:
Ó meu rico Santo António
Ó rico Santo AntoninhoA mulher é um demónio
Que dá amor e carinho
Tenho dito. E agora que venha a
festa.
sábado, junho 10, 2017
quinta-feira, junho 08, 2017
PRÉMIO CAMÕES
(...)
Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.
(...)
MANUEL ALEGRE, O Canto e as Armas, "Poemarma"
Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.
(...)
MANUEL ALEGRE, O Canto e as Armas, "Poemarma"
segunda-feira, junho 05, 2017
CINEMA PARAÍSO
Belle de Jour (1957), de Luis Buñuel, com Chaterine Deneuve. Amanhã às 21:30 na Cinemateca Portuguesa.
FRAUTA MINHA, QUE TANGENDO (6)
GUSTAV KLIMT, Danae (1907)
A casa parada, o pó sobre os móveis e os tapetes húmidos, um
vento súbito metendo-se pelas frinchas das portas e janelas, o desafio. É
tarde, tão tarde que a casa hesita nos alicerces de pedra e sonho, como se aquele
fosse um falso vento e ali chegasse fora de horas por um insondável desvario
atmosférico. São sempre horas de encher a casa de palavras, de arrancar das
paredes as velhas fotografias silenciosas, de descobrir devagar o sentido ignorado
das coisas. A casa é, agora, um lugar de esperança.
sexta-feira, maio 26, 2017
quinta-feira, maio 25, 2017
POESIA CLANDESTINA
Apócrifa, projecto
literário em curso – antologia desta revista de poetas com um prefácio de João Barrento.
Em venda no bar/clube nocturno TITANIC SUR MER, Cais da Ribeira Nova, ao Cais
do Sodré, onde, às terças-feiras, há “poesia clandestina” com personagens condizentes. O programa pode ser visto aqui:
De um poema de ELSA OLIVEIRA, “A
Cesariny”:
«Conheci-te em Elsinore.
A desmesura dos teus passos cruzou-se acidentalmente
com a embriaguez dos meus,
e eu achei que era belo tropeçar
para a estética gargalhada geral.» (...)
quarta-feira, maio 24, 2017
THE 13th LETTER (1950), de Otto Preminger
Ontem, mais um fabuloso Preminger na Cinemateca. Na imagem, as cabeças do elenco: Linda Darnell (1923-1965) e Michael Rennie (1909-1971).
terça-feira, maio 23, 2017
A REALIDADE DA FICÇÃO
Exposição patente na Sociedade Nacional de Belas-Artes. João Motta (1949), que se define como "sintetizador cultural", estabelece pontes entre diferentes formas de expressão criativa, a política internacional e a consciência. O resultado aponta para o conceito de "instalação", os diversos trabalhos expostos dialogando entre si e como "actores" de dois filmes interpelantes: Human Characters e Earth 2. Não dá para explicar com mais clareza, o melhor, mesmo, é ir ver.
sexta-feira, maio 19, 2017
BONJOUR TRISTESSE (1958), DE OTTO PREMINGER
Passou hoje na Cinemateca, a
estupenda Jean Seberg no papel principal – um anjo louro, tocado pelo pecado, num éden da
riviera francesa. Script baseado no livro de Françoise Sagan e, talvez por isso,
só em 1974, dezasseis anos após a sua estreia mundial, pôde ser exibido em
Portugal. Ainda com Juliette Greco, David Niven e Deborah Kerr. Muito
bom.
quinta-feira, maio 18, 2017
TABERNA ANTI-DANTAS
Na Rua de São José, em Lisboa
MORRA O DANTAS, MORRA! PIM!
José de Almada-Negreiros
poeta d´Orpheu
Futurista
e
tudo
quarta-feira, maio 17, 2017
A COR E O AMOR
O Nosso Amor (2012), óleo sobre tela, 100x100cms.
Da exposição retrospectiva de ANTÓNIO CARMO (1949) na Biblioteca Nacional, Maio a Agosto de 2017.
domingo, maio 14, 2017
FRAUTA MINHA, QUE TANGENDO (5)

«Algum dia o poema será a buganvília / pendente deste muro da Calçada da Graça. / Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família, / e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa.» Só que a buganvília da fotografia, se é que é mesmo buganvília, não atapeta o passeio da Calçada da Graça, mas o tejadilho de um automóvel estacionado no passeio da Calçada da Tapada, perto da Rua da Creche, caminho da Igreja de Alcântara, numa tarde de luz sob um pálio movente de nuvens esparsas. É tudo tão singular quando chamamos as buganvílias em nosso auxílio. «Mas antes desse dia há-de secar a buganvília», diz o poeta, e também há-de acabar a Calçada da Tapada, o automóvel, o muro e o gradeamento que cavalga o muro, digo eu. «Então, quando nada restar, nem o pó de um sorriso / que é o mais leve de tudo que se pode supor, / será esse o momento de o poema ser flor, / mas já não é preciso.»
--- Os versos citados são de ANTÓNIO GEDEÃO, Linhas de Força, "Poema da buganvília".
sexta-feira, maio 12, 2017
FÉ, ESPECTÁCULO E INDIGNAÇÃO
Na “Introdução
à leitura de Confissão dum Homem
Religioso”, obra de José Régio, escreveu Orlando Taipa: «Visitara Portalegre, em 12 de
Maio desse ano [1947], a imagem peregrina
de Nossa Senhora de Fátima e pareceram-lhe [a ele, José Régio] tão
descomandadas as manifestações com o mais grosseiro feiticismo, o mais chão
paganismo, a mais rasteira idolatria – desde o ridículo dos programas que
anunciavam a visita até às arengas de certo frade franciscano – , que deveras
se indignou.» Hoje – 100 anos depois das aparições
– o espectáculo grotesco que é fornecido pelos canais de
televisão (ávidos de audiências) rivaliza com as arengas
sobre o milagre obrado pelos pastorinhos na criancinha brasileira, enquanto as figuras cimeiras
do estado (laico) se ajoelham ante o jesuíta Bergoglio e a sua cúria. Com o devido respeito pelos crentes, continua a haver motivo de indignação.
terça-feira, maio 09, 2017
segunda-feira, maio 08, 2017
THE CIRCLE (2017)

O poder das redes sociais da
Internet, à escala global, sem possibilidade de regulamentação pelos estados
nacionais. E se, de repente, os utilizadores da rede passassem a andar com uma
microcâmara ao peito, tornando “transparentes” os detalhes da suas vidas
quotidianas? E se a própria rede pudesse servir para o exercício do direito de voto, substituindo os serviços
públicos na organização das eleições? Um filme que se vê com interesse.
domingo, maio 07, 2017
NA CARTOON XIRA - EXPOSIÇÃO ATÉ 28 DE MAIO
Este ano com
uma ala dedicada a Quino, o criador de Mafalda
– a menina que odeia sopa e adora os
Beatles – e também dos seus companheiros
Manolito, Felipe, Susanita e Liberdade.
sábado, maio 06, 2017
ALEXANDRE O´NEILL
Com Alexandre O´Neill, na passada quinta-feira, no bar-livraria "Menina e Moça". Um poeta que entrou na língua portuguesa, disse Clara Ferreira Alves.
O adjectivo
dá-me de comer.
Se não fora ele
o que houvera de ser?
Vivo de acrescentar às coisas
o que elas não são.
Mas é por cálculo,
não por ilusão.
----- Do livro De Ombro na Ombreira (1969)
quarta-feira, maio 03, 2017
M. K. TCHIURLIONIS (Varena-Lituânia,1875 - Pusteinik-Polónia,1911)
Sonata das Estrelas (1908), Museu de Arte da Lituânia
«Tchiurlionis (...) foi "um abstracto sete anos antes de Kandinsky, um pintor metafísico dez anos antes da pintura metafísica e um surrealista vinte anos antes do manifesto surrealista".»
---- MÁRIO DIONÍSIO, Colóquio Artes e Letras, nº 17, Fevereiro de 1962.
segunda-feira, maio 01, 2017
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