quarta-feira, setembro 27, 2017

terça-feira, setembro 26, 2017

TOPÓNIMOS

São 95 degraus de pedras sólidas distribuídos por 5 lanços desiguais. Situam-se entre a Costa do Castelo e a Rua da Achada. Respira-se Lisboa e o hálito espesso do turismo.  (Fotos de 25-9-2017)
 
 

segunda-feira, setembro 25, 2017

CINEMA PARAÍSO

A Alegre Divorciada (1935) com Fred Astaire e Ginger Rogers. Realização de Mark Sandrich. Passou na Cinemateca na sessão "double bill" do passado sábado. Gostei. Gosto muito de divorciadas alegres.
 

domingo, setembro 24, 2017

PINACOTECA

MÁRIO DIONÍSIO, Torvelinho, acrílico s/ platex, 50x65, 1990, col. Maria Letícia
MÁRIO DIONÍSIO, Sem título nº 17, acrílico s/ tela, 100x81, 1993, col. Eduarda Dionísio
 

sexta-feira, setembro 22, 2017

E AGORA, JOSÉ?

É a pergunta que faço, meu velho Drummond de Andrade. E até me atrevo a responder: «Tenho saudade de mim mesmo, sau- / dade sob aparência de remorso, / de tanto que não fui, a sós, a esmo, / e de minha alta ausência em meu redor.»  Antologia Poética, Publicações Dom Quixote, versos da secção “Um Eu Todo Retorcido”.

 

terça-feira, setembro 19, 2017

CINEMA PARAÍSO

A Star is Born (1954) de George Cukor com Judy Garland e James Mason. Passou hoje na Cinemateca nas escolhas de Luís Miguel Cintra para o programa de Setembro. Um grande musical e uma homenagem ao cinema. Arrebatador.
 

segunda-feira, setembro 11, 2017

FRUTO DE SETEMBRO

Ruy Belo, Transporte no Tempo (1973). O livro contém duas partes: “Monte Abraão” e “Nau dos Corvos”. A primeira regista uma dedicatória e uma epígrafe. Dedicatória: «Ao Senhor Joaquim Baltasar, banheiro da Senhora da Guia». Epígrafe: «O pessimismo de Antero é mais alegre que o seu optimismo e a sua fé mais desoladora que a sua descrença» (Fernando Pessoa). A praia da Senhora da Guia era a que Ruy Belo frequentava em Vila do Conde, não distante do local onde os liberais de 1832 tentaram o desembarque depois conseguido em Mindelo. E Antero viveu na cidade entre 1881 e 1891. A sua casa foi entretanto recuperada e aberta ao público. Memórias que tenho de Vila do Conde, fruto de Setembro e do Outono, mas sem uvas do castigo e enterro sob o sol.  

 

domingo, setembro 03, 2017

INGRID THULIN (1926-2004)

Uma das figuras femininas mais interessantes dos filmes de Ingmar Bergman. Ao lado de outras como Bibi Andersson e Liv Ullmann. Aqui em O Rosto (1958), embora a sua mais extraordinária aparição seja talvez em Morangos Silvestres, filme de 1957.
 

quarta-feira, agosto 30, 2017

CINEMA PARAÍSO

Uma variante do mito fundado por Tirso de Molina. Além de D. Juan, comparece Pablo, o criado do sedutor, e ainda o justiceiro Convidado de Pedra. A fabulosa Bibi Andersson no papel principal. Anda tudo à volta de um velho provérbio irlandês: «A castidade de uma jovem é um terçolho no olho do diabo.» Daí o confronto entre as forças de Deus e as de Satanás. Quem ganhou? Talvez as duas. -- O Olho do Diabo, de Ingmar Bergman - Cinema Nimas, ciclo "Um Verão com Ingmar Bergman".
 
 
 

domingo, agosto 27, 2017

PINACOTECA


A ler Adoecer, de Hélia Correia, obra de ficção inspirada na figura de Elizabeth Siddal (1829-1862), modelo, poeta, pintora e musa da Irmandade Pré-Rafaelita. Hoje, no Museu Gulbenkian, calhou fotografar O Espelho de Vénus (1877), de Edward Burne-Jones, artista da fase final do movimento também referido no livro.
 
 

domingo, agosto 20, 2017

quinta-feira, agosto 17, 2017

CINEMA PARAÍSO

Não é fácil falar da emoção, da inquietação, do sobressalto que este filme provoca no espectador. A América do Norte intensa, do deserto de Mojave, dos motéis e das estações de serviço perdidas na imensidade das planícies áridas. E há os sentimentos. O que é uma mãe? O que é um pai? O que somos nós? Um grande marco do cinema, servido por belos actores e actrizes, um hino à beleza. VISTO E REVISTO TERÇA-FEIRA, 15 DE AGOSTO, NA SESSÃO ESPECIAL DO CINEMA MONUMENTAL. Até às tantas.
 

quarta-feira, agosto 16, 2017

À SOMBRA DA FRONDOSA ÁRVORE


Lendo o poema LXXVIII de Terceira Idade
 
Assim se fazem as cousas
 
Com as lousas
às costas sempre andámos e andamos
 
Só que tarde o sentimos
e então é que surpresos deciframos
mistérios de que antes rimos
 
MÁRIO DIONÍSIO
 



quinta-feira, julho 20, 2017

VIPASCA

Por razões que se prendem com a preparação de uma próxima deslocação a Vipasca, recupero este texto antigo para leitura dos interessados. Alea jacta est.


quarta-feira, julho 19, 2017

POIESIS

Segundo a nota que antecede o poema, JOSÉ GOMES FERREIRA está de férias no Senhor da Serra (Coimbra), hospedado em casa de uma tal Sra. Rosinha. Por debaixo do seu quarto há um porco que "toda a noite grunhe em forma de símbolo".

Eh! vizinho porco,
todo o dia de borco
a foçar na terra onde nasceu!
Ensine ao aldeão
a sua lição
de pensar menos no céu
e mais no chão.

(Na terra, camponês,
também há estrelas
que tu não vês...
Mas hás-de vê-las.)

JOSÉ GOMES FERREIRA, Poeta Militante 2º volume, "Província" (1945), poema XXXVI.

quinta-feira, julho 13, 2017

CITADOR

Belo e vivo é o que fulge e passa. Tudo o que fica é das pedras e da morte.
--- Vergílio Ferreira, Cântico Final, capítulo VII.

sábado, julho 01, 2017

MITO DA CRIAÇÃO

Abri as pernas
para dar luz ao sol.
O calor derretia-se nas minhas costas
e a sua luz
iluminava os meu joelhos.
As articulações, ao rodar,
transformaram-se em música
que se apaziguava com o passar do tempo.
Abri os braços
e dos seios nasceu a lua.
Então a tua língua
ergueu-se para a humanidade inteira.

--- LOURDES ESPÍNOLA, tradução de Albano Martins, As Núpcias Silenciosas.