quarta-feira, agosto 30, 2017

CINEMA PARAÍSO

Uma variante do mito fundado por Tirso de Molina. Além de D. Juan, comparece Pablo, o criado do sedutor, e ainda o justiceiro Convidado de Pedra. A fabulosa Bibi Andersson no papel principal. Anda tudo à volta de um velho provérbio irlandês: «A castidade de uma jovem é um terçolho no olho do diabo.» Daí o confronto entre as forças de Deus e as de Satanás. Quem ganhou? Talvez as duas. -- O Olho do Diabo, de Ingmar Bergman - Cinema Nimas, ciclo "Um Verão com Ingmar Bergman".
 
 
 

domingo, agosto 27, 2017

PINACOTECA


A ler Adoecer, de Hélia Correia, obra de ficção inspirada na figura de Elizabeth Siddal (1829-1862), modelo, poeta, pintora e musa da Irmandade Pré-Rafaelita. Hoje, no Museu Gulbenkian, calhou fotografar O Espelho de Vénus (1877), de Edward Burne-Jones, artista da fase final do movimento também referido no livro.
 
 

domingo, agosto 20, 2017

quinta-feira, agosto 17, 2017

CINEMA PARAÍSO

Não é fácil falar da emoção, da inquietação, do sobressalto que este filme provoca no espectador. A América do Norte intensa, do deserto de Mojave, dos motéis e das estações de serviço perdidas na imensidade das planícies áridas. E há os sentimentos. O que é uma mãe? O que é um pai? O que somos nós? Um grande marco do cinema, servido por belos actores e actrizes, um hino à beleza. VISTO E REVISTO TERÇA-FEIRA, 15 DE AGOSTO, NA SESSÃO ESPECIAL DO CINEMA MONUMENTAL. Até às tantas.
 

quarta-feira, agosto 16, 2017

À SOMBRA DA FRONDOSA ÁRVORE


Lendo o poema LXXVIII de Terceira Idade
 
Assim se fazem as cousas
 
Com as lousas
às costas sempre andámos e andamos
 
Só que tarde o sentimos
e então é que surpresos deciframos
mistérios de que antes rimos
 
MÁRIO DIONÍSIO
 



quinta-feira, julho 20, 2017

VIPASCA

Por razões que se prendem com a preparação de uma próxima deslocação a Vipasca, recupero este texto antigo para leitura dos interessados. Alea jacta est.


quarta-feira, julho 19, 2017

POIESIS

Segundo a nota que antecede o poema, JOSÉ GOMES FERREIRA está de férias no Senhor da Serra (Coimbra), hospedado em casa de uma tal Sra. Rosinha. Por debaixo do seu quarto há um porco que "toda a noite grunhe em forma de símbolo".

Eh! vizinho porco,
todo o dia de borco
a foçar na terra onde nasceu!
Ensine ao aldeão
a sua lição
de pensar menos no céu
e mais no chão.

(Na terra, camponês,
também há estrelas
que tu não vês...
Mas hás-de vê-las.)

JOSÉ GOMES FERREIRA, Poeta Militante 2º volume, "Província" (1945), poema XXXVI.

quinta-feira, julho 13, 2017

CITADOR

Belo e vivo é o que fulge e passa. Tudo o que fica é das pedras e da morte.
--- Vergílio Ferreira, Cântico Final, capítulo VII.

sábado, julho 01, 2017

MITO DA CRIAÇÃO

Abri as pernas
para dar luz ao sol.
O calor derretia-se nas minhas costas
e a sua luz
iluminava os meu joelhos.
As articulações, ao rodar,
transformaram-se em música
que se apaziguava com o passar do tempo.
Abri os braços
e dos seios nasceu a lua.
Então a tua língua
ergueu-se para a humanidade inteira.

--- LOURDES ESPÍNOLA, tradução de Albano Martins, As Núpcias Silenciosas.


terça-feira, junho 27, 2017

PINACOTECA

CRISTINO DA SILVA, Cinco artistas em Sintra (1855): Francisco A. Metrass, Tomás  da Anunciação, Vitor Bastos, Cristino da Silva e José Rodrigues. Os saloios, em trajes de domingo, observam o trabalho do artista. Ao fundo, entre brumas, o Palácio da Pena. ---Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado), Exposição "A Sedução da Modernidade 1850-1910".
 

segunda-feira, junho 26, 2017

PALÁCIO DOS CONDES DE COCULIM



«(…) a alta pedra de armas dos Mascarenhas no cunhal de um prédio do Arco de Jesus, onde teria sido uma porta da cerca moura, (…) o portal neoclássico do palácio dos condes de Coculim, que Mascarenhas eram, armazéns de ferro, nisso deram as grandezas, (…)» -- JOSÉ SARAMAGO, História do Cerco de Lisboa
----- Depois das vicissitudes por que passou o vetusto palácio, veja-se a transformação do edifício: hotel de luxo em vias de abrir, acrescentado e lavado, mantendo o cunhal de armas e o portal neoclássico. [Foto de 25-6-2017]
 

quarta-feira, junho 21, 2017

CINEMA PARAÍSO

O filme O Baile dos Bombeiros, de Milos Forman, hoje na sessão da noite da Cinemateca Portuguesa. «Uma metáfora de todo o corrupto e incompetente sistema soviético», assim o classificou o realizador depois de ter deixado a Checoslováquia.
Produção Checoslováquia/Itália, 1967.
 

segunda-feira, junho 19, 2017

quinta-feira, junho 15, 2017

quarta-feira, junho 14, 2017

FRAUTA MINHA, QUE TANGENDO (7)


I
Gosto de si, disse
com os olhos
ainda na infância da noite.
Não acreditei, que uma coisa
é o que os olhos dizem
e outra, bem diferente,
o que a pele sente.
II
Numa ponte do Sena,
ou do Arno,
os amantes inscrevem os nomes
em cadeados que prendem às grades
e deitam as chaves
ao rio. Promessas
de amor eterno
sobre as águas mudáveis de Heraclito.
III
Os rios,
água íntima dos lábios,
segundo li em Fiama. Antemanhãs
de insondáveis pélagos.

13-6-2017