Um modelo econométrico em poder dos
decisores políticos diz que a redução da
TSU das empresas em 5,75 pontos percentuais (tendo como contrapartida um aumento ainda superior das
contribuições dos trabalhadores) assegurará um crescimento do emprego, até
2015, entre 1 e 2%. Até 2015, espantoso resultado! Será que alguém de bom senso
poderá levar isto a sério?
quarta-feira, setembro 12, 2012
GATUNO
Definição do
dicionário Houaiss:
adj. s. m. (1727 cf. RB) que ou aquele que
furta; ladrão. ETIM. esp. gatuno ´relativo
a gato`; ver gat-. SIN/VAR como
subst.: ver sinonímia de larápio.
E já agora, sabem como se chama o gato
do deputado Honório Novo? Ver em:
domingo, setembro 09, 2012
"ELÓI" de João Gaspar Simões (1903-1987)
Exemplo de romance psicológico,
subgénero em que o que verdadeiramente importa é o “subsolo humano”- a análise
dos dados da consciência das personagens e a representação do seu tempo
interior, aquilo a que Bergson chamou a durée.
Se o impressionismo literário e
artístico surgiu como reacção à fotografia, diz-se que o romance psicológico é
uma resposta ao cinema (mudo): - o que o
cinema não pode registar é a vida profunda de uma consciência.
Este livrinho está disponível em
muitas bibliotecas: um trabalho interessante do nosso pater criticus, como lhe chamou Eduardo Lourenço, que afinal, além
de crítico, foi também romancista.
quarta-feira, setembro 05, 2012
BREVE NOTA SOBRE O TEMPO EM QUE OS PASSOS ERAM MANUÉIS E NÃO COELHOS
Passos Manuel, retratado por Silveira Oeirense - Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto
Tempo único
na História do nosso século XIX. Manuel
da Silva Passos (1801-1862), que ficou conhecido por Passos Manuel, figura proeminente do governo setembrista
(1836-1842), sobraçou as pastas do Reino, da Fazenda e da Justiça, realizando
obra notável no sector da educação (criação de liceus, conservatórios, escolas
politécnicas e academias), mas também nas finanças e na administração
(publicação do novo código administrativo). Foi das figuras mais importantes da política
liberal no segundo quartel do século XIX. Publicou obras de carácter político e
jurídico.
Na minha
modesta opinião, ainda está por nascer um novo Passos que lhe faça sombra.
(Fonte: Nova Enciclopédia Larousse)
segunda-feira, setembro 03, 2012
OS MAGOS
Ah! ah! ah!, deixem-me rir. Os magos sacodem as culpas. O trágico é que estes alquimistas despudorados (troika + governo), buscam a fórmula da pedra filosofal à custa da ruína económica de milhares de famílias.
sábado, setembro 01, 2012
POEMA A SÃO PAULO
Lembrei-me disto no outro dia, fui ver à página, e ainda lá estava. Corria 2006, ano para mim um pouco estranho. A cidade ainda a não conhecia, mas o romance sim ("As Horas Nuas" de Lygia Fagundes Telles) .
http://www.gargantadaserpente.com/450/poemas/246.shtml
http://www.gargantadaserpente.com/450/poemas/246.shtml
quinta-feira, agosto 30, 2012
quarta-feira, agosto 29, 2012
terça-feira, agosto 28, 2012
CIÊNCIAS OCULTAS - OS MAGOS
Os magos das ciências ocultas da Economia estão de novo em
Lisboa. O que é que falhou nas cartas (ou nos búzios?) dos videntes da troika para
que a receita fiscal tenha sido diminuída em 3 mil milhões de euros? O insuspeito Adriano Moreira já veio falar de “fadiga
tributária”, e na universidade de Verão dos jotinhas lembrou as quatro onças de ouro que D. Afonso
Henriques prometeu pagar ao Papa, mas que, na realidade, nunca pagou. Uma
mensagem velada para tão esclarecidos jovens? Se a incompetência governamental e as ilusões neoliberais
pagassem imposto, Gaspar e Coelho seriam políticos bem sucedidos porque o país teria
um saudável superavit orçamental. Assim…
UM SONETO DE ANTERO - "IDEAL"
Aquela, que eu adoro, não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas
Da antiga Vénus de cintura estreita...
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortais entre ruinas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
D'um corcel e combate satisfeita...
A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...
É como uma miragem, que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas
Da antiga Vénus de cintura estreita...
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortais entre ruinas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
D'um corcel e combate satisfeita...
A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...
É como uma miragem, que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
segunda-feira, agosto 27, 2012
SONETOS
Café Snack-Bar SONETOS, na mesma rua de Vila do Conde onde Antero de Quental residiu entre 1881 e 1891. A poesia também se escreve nos toldos publicitários dos estabelecimentos.
domingo, agosto 26, 2012
CANCIONEIRO DE JOSÉ RAFAEL (14)
Destapo a
caixa do amor com o sobressalto de quem mexe
no mais
inseguro dos objectos. Não sei o que tem dentro,
nunca soube,
mesmo naquele tempo em que a tua boca
corria o meu
corpo e as noites não prenunciavam
nenhum gume
de sombra. Reinvento, pois, o amor:
caixa de
Pandora com os seus ventos demolidores
e as suas
praias violentas de ternura e cio,
ou sémen de
palavras apetrechadas de asas
com os olhos
glaucos duma deusa ao fundo?
Faço por
acreditar na sua verosímil bondade
com a mesma
força com que se acredita numa pedra
ou num
fruto. Mas não estou seguro de nada. Apenas
sei do corpo
com que me encontro e do cerco de luz
que não ouso
romper.
sábado, agosto 25, 2012
domingo, agosto 19, 2012
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