sábado, agosto 03, 2019

DIÁRIO

No Parque Urbano da Quinta das Conchas, cidade de Lisboa, cuja obra de qualificação recebeu os Prémios Valmor  e Municipal de Arquitectura 2005. É o que se lê numa placa que por lá se encontra, enquanto outra, não menos interessante, lembra ter sido inaugurado pelo edil Santana Lopes. As voltas que, depois disso, já o homem deu! Tirando algumas espécies infestantes, é um lugar ameno, quase poético. A poesia, afinal, é dentro de nós que está, e não nas árvores, nos relvados ou nos lagos. Deu para três quartos de hora de leitura: O Lobo das Estepes, de Hermann Hesse. 
=Foto de 3-8-2019=

quinta-feira, agosto 01, 2019

«Ó SORRISO DO MAR! Ó BÚZIO LONGO»

Representação de Sebastião da Gama no terraço do forte de Santa Maria da Arrábida. Trabalho um bocado risível, feito a partir de uma fotografia de 1947. O forte foi alugado em 1932 a Sebastião Leal da Gama, pai do poeta, para instalação de um restaurante e, mais tarde, uma pousada. Frequentado desde os dez anos pelo autor de Serra-Mãe, ali terão sido escritos alguns dos seus poemas. 
=Fotos de 31-7-2019=

quinta-feira, julho 25, 2019

=Arrábida, foto de 25-7-2019=

Este cheiro do Mar é um convite...

Pobres Vascos da Gama, que deitavam

a sorte ao Mar, em cima de uma prancha,
somente porque as Índias convidavam!

SEBASTIÃO DA GAMA, Cabo da Boa Esperança


sexta-feira, julho 12, 2019

QUARTETO DE ALEXANDRIA

Um ror de anos depois retomo o "Quarteto de Alexandria" que agora é para levar até ao fim. Justine está praticamente lido, personagens que se movem na vetusta cidade, entre o Delta e o Mareotis, com os fardos existenciais que só a arte do romance nos pode dar. «Só se podem fazer três coisas com uma mulher - disse um dia Clea. - Podemos amá-la, sofrer por ela, ou então fazer literatura.» É capaz de ser verdade.


quinta-feira, julho 11, 2019

terça-feira, julho 09, 2019

GRANDE PLANO

GRACE KELLY (1929-1982) em A Janela Indiscreta (1954), de Alfred Hitchcock. A estreia em Portugal foi em 23 de Março de 1955.


segunda-feira, julho 08, 2019

OS FUZILAMENTOS DE SETÚBAL


Evocação em Setúbal de um episódio pouco conhecido dos alvores da I República.

Excerto do livro de ÁLVARO ARRANJA Dos Fuzilamentos de Setúbal à Ruptura Operariado-República em 1911:
«Quase nada sabemos sobre Mariana Torres e António Mendes, os dois operários mortos em 13 de Março de 1911, em Setúbal, pelas balas da recém-criada Guarda Republicana. Porém, essas mortes (cinco meses após o 5 de Outubro) e a imagem das indefesas operárias conserveiras baleadas na Avenida Luísa Todi, quando lutavam pela sua dignidade como operárias e como mulheres, foram um acontecimento marcante para a relação entre a República e o operariado e a própria evolução histórica da 1ª República.»

= Foto de 7-7-2019=


domingo, julho 07, 2019

PARECE JUSTO...

Da exposição "QUANDO AS MÁQUINAS PARAM", Museu do Neo-Realismo. Excerto do catálogo: « (...) Catarina Botelho destaca o papel da mulher, enquanto sujeito político ativo, assumindo um espaço público ou subjetivo determinante para o seu empoderamento e desequilibrando uma cultura, ainda marcadamente patriarcal.»
= Foto de 4-7-2019=

sexta-feira, junho 28, 2019

RÉGIO E A POLÍTICA


Ideias conhecidas, outras menos conhecidas e incomuns. Os tempos do MUD. Das campanhas de Norton de Matos e Humberto Delgado até à CEUD das legislativas de 1969. A última aparição pública de Régio foi a 8 de Outubro numa conferência de imprensa da lista socialista. No dia seguinte, sofreu o acidente cardíaco de que viria a morrer. Um desentendimento com Vergílio Ferreira, em 1961, por causa de ideias sobre o caso de Angola. Para trás, ficara a polémica na Seara Nova com o jovem Álvaro Cunhal, ano de 1939. Salazar e Marcello Caetano. Artigos do jornal A Rabeca, o soneto-sátira «ao prometido aumento de vencimentos em Janeiro de 1959.» Isto e muito mais. Um livro tocando o essencial do pensamento político e da acção política de José Régio. Sempre útil.
(Livros Horizonte, 2ª edição, 2003)

sábado, junho 15, 2019

EXPOSIÇÕES

Exposição INFINITO VÃO - 90 ANOS DE ARQUITECTURA BRASILEIRA, Casa da Arquitectura, Matosinhos. «A exposição está dividida em seis núcleos, cruzando referências culturais diversas, desde o cinema à música, passando pela literatura, imprensa e design.»
= Fotos de 13-6-2019=

terça-feira, junho 11, 2019

LETRAS SEM TRETAS, diz o autor

LIVRO INDISPENSÁVEL para quem escreve e lê, já de anteriores consultas, veio-me agora à mão por via de um generoso desconto da Feira do Livro. Respigo uma passagem sobre os cânones:
«Os velhos cânones, certamente, vêm sendo ridicularizados, antagonizados, verberados a partir do século XVII. A história da literatura empola-se de convulsões, remoques, brigas, contendas devastadoras entre antigos e modernos, entre realistas e simbolistas, entre inovadores e conservadores. Numa poeirada convulsa em atritos de faísca, emergem e soçobram, geração a geração, movimentos, grupos, correntes, manifestos. Os autores não apenas bichanam e dialogam uns com os outros, também se exaltam e abrem zaragata. Não faltam esgrimas, pateadas, chasqueios, encontrões e bengaladas através das eras. Nos últimos tempos, estas fricções andam bastante amortecidas. Um condicionamento pesadíssimo do gosto, da opinião e, até, das maneiras de estar não deixa muito campo às controvérsias literárias. Mau sinal.»

terça-feira, junho 04, 2019

AGUSTINA (15/10/1922 - 3/6/2019)

Plotino citado por Agustina no explicit de Fanny Owen: « Quando o corpo deixa de existir, isso é devido a que a sua alma e as almas que lhes estão próximas não lhe resultam suficientes. Como pode pois continuar a viver? Mas, então, o que aconteceu? Será que a sua vida desapareceu? Digamos simplesmente que esta vida era o reflexo de uma luz. E não se encontra já aqui.»